7 tendências e previsões de cibersegurança para 2022
Sabia que é lançado um ciberataque a cada 39 segundos? Este é algo com que todas as empresas – grandes e pequenas – se devem preocupar. Não é de admirar que o panorama da cibersegurança tenha sofrido alterações ao longo de 2020 e 2021. A pandemia de Covid-19 tem sido particularmente desafiante para as equipas de segurança. Dada a mudança no sentido do distanciamento social e do teletrabalho para muitos setores, a cibersegurança tornou-se uma prioridade máxima.
À medida que as empresas procuram consolidar as suas práticas de cibersegurança e proteção de dados para se adaptarem a uma nova realidade, aqui estão as tendências mais comuns de cibersegurança que deverá acompanhar em 2022.
As ameaças da Cloud estão a aumentar
À medida que o trabalho remoto e a colaboração online se intensificaram durante a pandemia, a adoção da nuvem foi fundamental para que as empresas assegurassem a continuidade do negócio. Apesar de as organizações terem vindo a migrar para a nuvem antes da crise, a pandemia acelerou o processo de transição.
Contudo, a rápida migração para a Cloud introduz diversos novos desafios e ameaças de segurança, incluindo armazenamento mal configurado na Cloud, controlo e visibilidade reduzidos, eliminação incompleta de dados, e vulnerabilidades na Cloud. É por isso que a proteção de infraestruturas na Cloud contra ameaças cibernéticas tem de ser uma prioridade urgente para todas as empresas em 2022.
Foco em soluções alimentadas por IA
Os avanços na Inteligência Artificial (IA) estão a aumentar a nossa capacidade de detetar ameaças com mais sucesso do que nunca. Uma das maiores ameaças aos sistemas cibernéticos é a dificuldade em atualizar e corrigir em tempo real. À medida que novas ameaças se tornam conhecidas pela comunidade hacker, os fornecedores de tecnologia precisam de produzir rapidamente reparações em sistemas potencialmente comprometidos.
Estes sistemas afetados têm frequentemente confiado nos seus homólogos humanos para procederem aos passos necessários para retificar os pontos fracos. Contudo, com a IA, redes suficientemente inteligentes são capazes de processar os seus pontos fracos e repará-los em tempo real, levando a menos tempo de inatividade e menos stress para as equipas de TI. Estas soluções atingirão gradualmente o mercado nos próximos anos, e esta tendência da cibersegurança continuará a crescer. Até lá, é necessário um bom plano de segurança e de manutenção para o seu departamento de TI para assegurar que os sistemas críticos permanecem atualizados com os mais recentes patches de segurança.
Ataques a dispositivos móveis
Tal como outros tipos de ciberataques, o malware móvel está a tornar-se cada vez mais sofisticado. Tal, pode ser devido ao aumento do acesso a software de e-Commerce e outras plataformas através de smartphones ou outros dispositivos móveis. Os cibercriminosos encontram nesses dispositivos um meio fácil de ataque, uma vez que são utilizados para comunicação comercial e pessoal, compras, reservas de hotéis, bancos, etc.
Em 2020, a Equipa de Investigação Defender da Microsoft 365 descobriu um novo malware Android, que foi a mais recente evolução do ransomware móvel e também muito mais sofisticado do que os seus predecessores. Este malware desativou totalmente a utilização de dispositivos Android e forçou os indivíduos a pagar o resgate para obterem o controlo de volta.
Ataques à cadeia de abastecimento
Embora os ataques à cadeia de abastecimento não sejam os cibercrimes mais comuns, continuam a ser extremamente prejudiciais. Estes podem ocorrer quando os cibercriminosos encontram uma fraqueza ou uma série de vulnerabilidades no ecossistema de uma organização, particularmente através de sistemas de terceiros. Isto é alimentado pelo súbito aumento da digitalização, o aumento do trabalho remoto e o número crescente de dispositivos conectados. Devido a estes fatores, os cibercriminosos são capazes de explorar mais pontos de acesso na cadeia de abastecimento.
Compliance em ambientes cada vez mais complexos
Cada vez mais, as empresas necessitam de ser agnósticas na sua abordagem e implementar soluções que reduzam bottlenecks e blind spots, de forma a assegurar que os dados nunca estão em risco, independentemente do local onde se encontram e de quem os utiliza.
Se não houver estas garantias, estes blind spots podem ser potenciados por ciberataques, criar bloqueios na gestão ou colocar em causa a conformidade com as regras existentes. Atualmente, a privacidade e segurança dos dados são apontados como os principais desafios para a adoção de cloud – o que se agrava quando falamos de ambientes mais complexos.
As ameaças de ransomware vão continuar a crescer
71% das violações de dados em 2020 são motivadas financeiramente, com 52% a envolverem hacking manual, e não malware autónomo. Isto significa que os cibercriminosos podem tentar violar ativamente os seus servidores e bases de dados a fim de causar danos financeiros. Os ataques de resgate que envolvem a manutenção de uma base de dados de uma empresa como refém em troca de alguma forma de compensação financeira têm crescido a um ritmo alarmante, tornando-se uma ameaça para milhares de organizações em todo o mundo.
A melhor maneira de evitar que estes ataques avancem é educar a sua equipa sobre como devem ser tratados o emails e ficheiros provenientes de fontes não verificadas. Um único ficheiro descarregado para a intranet da sua empresa pode causar danos críticos ao bem-estar financeiro da empresa.
Ciberataques no Setor da Saúde
As violações de dados são umas das principais tendências de cibersegurança no setor da saúde, o que está a custar enormes quantias de dinheiro às organizações. Com o surto do novo coronavírus, algumas das organizações de saúde flexibilizaram as suas regras de firewall para que o seu staff possa trabalhar a partir de casa.
Os cibercriminosos procuram obter informações sensíveis sobre colaboradores, empresas e pacientes e isto continua a ser uma ameaça para as organizações de saúde. Até 2025, o mercado da cibersegurança no setor da saúde disparará até 125 mil milhões de dólares. Assim, as organizações de cuidados de saúde estão a dar mais atenção aos requisitos de segurança, tais como o cumprimento da (Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde) para proteger a informação sobre saúde.
As ameaças da cibersegurança continuarão a evoluir em 2022
Embora as tendências da cibersegurança possam ser temporárias, são um bom indicador do futuro que se avizinha. À medida que a tecnologia evolui, iremos inevitavelmente encontrar um novo conjunto de desafios no sector das TI.
Vemos estas tendências de cibersegurança como alguns dos maiores desafios que os negócios enfrentam e encorajamos todas as empresas a continuarem a gerir e educar as suas equipas sobre estas questões.
Quando se trata de ameaças ao seu negócio, é sempre melhor estar sempre um passo à frente!